Quinta-feira, Setembro 22, 2011

Sérgio Godinho

Era muito fácil começar com os trocadilhos do costume: que soube a pouco, que se ficou com um brilhozinho nos olhos, que é tão bom. De facto foi muito, muito bom, mas estas frases feitas e refeitas deviam ser usadas com parcimónia.

Na semana passada ouvi Sérgio Godinho ao vivo pela primeira vez num concerto abastecido até ao limite de gente, no Theatro Circo. Estava à espera de um homem meio velho, nesta altura. Ele não está velho: dança, canta, mexe as mãos, bebe copos de vinho entre canções e diz palavras com o cuidado de quem gosta delas. É um maestro dos que sabe o que está a fazer e os músicos que o acompanham parecem mesmo muito felizes por fazê-lo.

O disco novo foi intercalado quase na totalidade com as cantigas de sempre, sem parecer metido a martelo. E tantos clássicos souberam tão bem.



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